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Em 2025, eu criei o projeto Café com Escritores com o intuito de  criar conexões entre escritores, oferecendo suporte àqueles que precisam construir repertório e desenvolver sua prática literária. Nem todos sabem exatamente o que escrever, como estruturar uma história ou manter a disciplina necessária para concluir seus projetos e saber disso, me inspirou na construção do projeto.

O objetivo do projeto é tornar a escrita possível: não apenas ensinar hábitos e disciplina, mas fortalecer o repertório por meio de conexões significativas, ajudando a adquirir a sabedoria na escrita.

Escrever é, acima de tudo, observar o mundo, o que envolve silêncios, troca e atenção aos detalhes. Um escritor não é apenas alguém que leu muitos livros e, por isso, começou a escrever. É um ser humano curioso, cujo principal objetivo é documentar suas observações, utilizando a licença poética para transformar essa percepção em arte.

O Café com Escritores quer, portanto, inspirar novos escritores, oferecendo o desafio de desenvolver a escrita com prática, repertório e conexão com um grupo.

A comunidade se constrói a partir de três pilares: autenticidade, disciplina e organização, porque escrever não é só sobre inspiração, mas sobre constância, consciência e estrutura.

Então, se esse é o seu objetivo, entre para o nosso grupo do WhatsApp e faça parte desse projeto!

Além disso, temos também na plataforma gratuita da comunidade, um espaço pensado para valorizar quem faz parte do grupo e criar oportunidades para todos que vivem a escrita de alguma forma. 

Na comunidade, vocês poderão:

  • Divulgar serviços e portfólio.
  • Compartilhar livros, projetos e trabalhos autorais.
  •  Ler textos de outros autores e autoras.
  • Dar e receber feedbacks sobre suas obras.
  • Conectar-se com outros membros.
  • Participar de um ambiente organizado e colaborativo.

A proposta é centralizar oportunidades, networking e divulgação em um só lugar, enquanto o grupo continua focado em trocas, conversas e apoio entre escritores.

Crie a sua conta gratuita na plataforma: cafecomescritores.com.br

Esse é só o começo.😁✨

P.S.: Se você está realmente sério sobre sua escrita

Criamos algo especial para quem quer sair da intenção e chegar na execução. O Coffee Break Planner é um Notion pronto para usar, onde você organiza sua história inteira, desde a ficha do mundo até o desenvolvimento cena a cena. Planejador de metas em Kanban, calendário de escrita, brainstorm estruturado. Tudo que você precisa para transformar aquela ideia guardada na sua cabeça em um manuscrito. A diferença entre quem termina e quem abandona não é talento. É estrutura.

Com apenas um clique, você tem acesso a um espaço onde sua criatividade ganha forma. Onde disciplina não mata a inspiração.

Seus personagens merecem ser vividos. Sua história merece ser escrita.

→ Comece agora☕✍️

 

No post de hoje, irei abordar a escolha do narrador e o estilo narrativo da história.

O foco narrativo é, basicamente, a perspectiva de quem conduz a história. É a partir dele que determinamos o tipo de narrador, um dos principais elementos para estruturar a narrativa e que também representa a voz do texto.

Essa voz ficcional é criada para contar a história e pode aparecer, geralmente, em primeira ou terceira pessoa. Já vi casos de narração em segunda pessoa, o que não é o mais comum.

O narrador é a entidade que possui conhecimento sobre a história e tem como principal papel contá-la ao leitor. Ele faz parte da construção narrativa, ao organizar as ações, informar os acontecimentos e pode transmitir uma visão ideológica do mundo construído ou adotar uma postura mais imparcial.

Escolher o tipo de narrador faz parte da organização da sua história. É o narrador quem relata os fatos, descreve cenários, apresenta acontecimentos e, dependendo do tipo escolhido, revela também os sentimentos e pensamentos dos personagens. Essa decisão é extremamente importante por determinar o rumo da história e a forma como o leitor a compreende.

Podemos ter um narrador mais parcial ou mais imparcial, com voz ativa e opiniões próprias, ou um narrador mais neutro. E é sobre essas diferenças que quero falar hoje: entender a funcionalidade de cada tipo de narrador.

 

No post de hoje, quero abordar sobre a organização de um livro, mais especificamente de um romance, ou seja, sobre a estrutura básica que sustenta a obra.

Não irei abordar todos os aspectos nesse capítulo, porque alguns deles serão tratados em posts futuros. Hoje, o foco será em como arquitetar o seu livro antes de começar a escrever.

Falando um pouco sobre a organização de um livro em si, ele sempre começa pelo título. Dentro da estrutura, temos os elementos pré-textuais e os elementos pós-textuais.

Para que um livro esteja pronto para ser comercializado, é necessário apresentar pelo menos essa estrutura básica às editoras ou à plataforma de publicação independente.

Além do título, das notas e de outros elementos, tudo isso compõe o chamado miolo do livro, ou seja, as páginas internas que serão impressas.

Por exemplo:

  • Entre os pré-textuais, estão o prólogo e a sinopse.
  • Já entre os pós-textuais, temos os agradecimentos, entre outros.

Mas hoje quero focar na criação da estrutura da história, que envolve a divisão em capítulos.

Antes de começar o livro, o autor deve definir suas metas e objetivos. É fundamental determinar o número de palavras ou páginas logo no início, assim como o número de capítulos da obra.

De forma geral, 50 mil palavras é uma média comum para um romance, o que corresponde a aproximadamente 150 a 200 páginas — um tamanho ideal para começar.

Além disso, é importante estabelecer um prazo para a finalização do livro e definir objetivos claros. A partir disso, é possível fazer uma previsão de páginas por capítulo e determinar quantas páginas serão escritas em determinado período, seja por dia, por semana ou por mês.

Por exemplo: você pode definir quantas páginas consegue escrever por dia ou por semana.

Escrever entre uma e duas horas por dia é o ideal, mas isso exige disciplina diária e uma mudança de hábitos por parte do escritor.

Você pode ter toda a ideia da história em mente, mas, se ela ficar apenas no plano das ideias, o livro nunca ficará pronto.

O maior desafio dos escritores hoje é desenvolver disciplina. Muitos têm uma ideia central, imaginam cenas e personagens, mas não conseguem arquitetar a história de forma organizada. É aí que entra a importância de ter metas fracionadas, por exemplo, finalizar o capítulo um em uma semana, ou cinco capítulos em cinco semanas.

Sem essa organização e sem uma estrutura definida, torna-se muito mais difícil perceber o próprio progresso e a evolução da história.

E esse problema, acredito, não se limita apenas aos escritores, mas a qualquer pessoa que trabalhe com criação e arte.

Portanto, no capítulo de hoje, nós vamos falar sobre isso: como você pode se organizar para estruturar o seu livro.

 

Se você já se pegou encarando uma página em branco, sem saber por onde começar, saiba que isso é mais comum do que imagina.

A verdade é que, sem ideias, não existe escrita criativa. Entender como cultivar boas ideias pode transformar completamente a sua forma de escrever.

A base da escrita criativa é justamente a capacidade de gerar, testar e desenvolver ideias únicas, transformar algo abstrato em uma narrativa plausível e envolvente.

Mas por onde começar?

Por que é tão fácil pensar na ideia central do livro, mas tão difícil desenvolvê-la por completo?

Porque, na maioria das vezes, você não está inspirado da maneira certa.

Para fabricarmos ideias, utilizamos o lado esquerdo do cérebro — o responsável pela criatividade. A nossa criatividade funciona como um potinho: primeiro precisamos preenchê-lo, para depois deixá-lo transbordar.

Ou seja, antes de escrever, você precisa encher seu potinho de criatividade com inspirações e repertório. Tudo o que você precisa fazer é buscar referências que estejam alinhadas com o tipo de história que deseja contar.

Um livro exige muito da nossa imaginação. E, para isso, precisamos ler mais livros, assistir a filmes, séries e animações, conversar com pessoas, visitar lugares e até viajar. Tudo isso faz parte da construção do seu repertório criativo.

E ainda falando sobre repertório…

Se você não vivenciar certas experiências, dificilmente vai conseguir reunir material suficiente para enriquecer a sua escrita.

Por exemplo:

Se você quer escrever um livro de fantasia, precisa consumir fantasia — assistir, ler, analisar obras do gênero. Assim, você entenderá como funcionam os sistemas de magia, a criação de mundos e os arquétipos que compõem esse universo.

Agora, se pretende escrever um livro histórico, precisa estudar história, compreender contextos sociais e culturais de diferentes épocas.

Existem diversos tipos de repertório:

  • Repertório artístico: formado por obras como músicas, filmes, livros, peças de teatro, entre outros.
  • Repertório linguístico: que é o conjunto de palavras, expressões e estruturas gramaticais que você domina. Ele se desenvolve por meio da leitura, conversas, filmes e o contato com diferentes formas de linguagem.
  • Repertório figurativo: o acúmulo de conhecimentos culturais e experiências de vida adquiridos ao longo do tempo.

Ao ampliar esses repertórios por meio de leituras, cursos, palestras, experiências e estudos, você vai perceber que as ideias surgem com muito mais facilidade, sem precisar forçar a inspiração.

Assim, o início da escrita do seu livro se torna mais natural, fluido e prazeroso.


Onde nascem as boas ideias?

A inspiração literária não vem do nada, ela é o resultado de um conjunto de atitudes e hábitos criativos.

A seguir, compartilho ações práticas e reflexões que ajudam a desbloquear a criatividade e manter o fluxo criativo aceso, mesmo nos dias mais difíceis

1. Escolha o gênero que mais conecta com você

Romance, terror, poesia, fantasia… o importante é escrever sobre o que te move e sobre o que você tem repertório suficiente para explorar. Quando você escreve dentro de um gênero que realmente gosta, as ideias surgem com mais naturalidade e profundidade.

2. Teste ideias sem medo de errar

Nem toda ideia precisa se transformar em um livro completo — e tudo bem!

Permita-se experimentar, escrever livremente e sem cobranças, mesmo antes de começar oficialmente a sua obra.

Em breve, vou compartilhar mais sobre como escrever cenas separadas antes de montar o enredo completo, uma técnica poderosa para destravar a escrita e encontrar a voz da história.

3. Confie na sua intuição narrativa

Essa é a sua voz interna, que guia o caminho da trama. Ela aparece principalmente quando você escreve com frequência, dedicando pelo menos uma hora do dia à escrita.

Durante esse processo, a mente criativa entra em estado de fluxo, e é aí que você se vê imerso na cena, imaginando cada detalhe, cada emoção, cada palavra.

4. Observe as pessoas

A observação é uma das ferramentas mais ricas de um escritor. Preste atenção em gestos, expressões e contradições humanas, tanto na vida real quanto nas telas.

Assistir a filmes e séries com olhar analítico, percebendo como os atores expressam emoções, pode te ajudar a construir personagens mais vivos e realistas.

Observar o cotidiano, as reações e os comportamentos das pessoas é uma mina de ouro para quem escreve.

5. Narração ou diálogo?

Decidir entre narrar ou dialogar é uma escolha estratégica. Em alguns momentos, a narração comunica melhor a atmosfera da cena. Em outros, o diálogo é mais eficaz para transmitir emoção e dinamismo. Alternar entre esses dois recursos torna o texto mais envolvente e fluido.


Monte o seu moodboard

Se você sente que está sem ideias para começar uma nova história, pare de olhar para a tela em branco e olhe para o mundo — real ou imaginado.

Uma das formas mais eficazes de alimentar a criatividade literária é mergulhar em narrativas: filmes, séries, quadrinhos e livros de gêneros diferentes do seu.

Ao assistir ou ler com atenção, você aprende sobre estruturas, temas e personagens, além de descobrir o que te emociona, intriga e prende, e tudo isso se transforma em combustível para a sua própria escrita.

Dica prática: crie um moodboard da sua história

Aplicativos como Pinterest e Artbreeder (ou outros apps de imagem) são excelentes fontes de inspiração visual.

Crie pastas temáticas para personagens, cenários ou emoções — às vezes, uma única imagem pode inspirar uma cena inteira.

Monte um painel de humor (moodboard) com imagens, frases, cores e músicas que reflitam o universo do seu livro.

Isso ajuda a manter o tom e o clima do projeto literário sempre vivos.


Teste ideias dentro da sua história

Escrever não é prever. Escrever é testar. Você não precisa saber exatamente tudo o que vai acontecer na sua narrativa antes de começar.

Uma ótima estratégia para destravar a escrita é experimentar diferentes possibilidades dentro da história e permitir que ela mude conforme você avança.

  • E se o personagem que seria o vilão se tornasse um aliado?
  • E se a narrativa fosse contada do ponto de vista do antagonista?
  • E se a história começasse pelo final?

Esses testes não são desperdícios — eles fazem parte do processo criativo.

Muitas vezes, uma ideia só revela o seu verdadeiro potencial quando colocada em prática.

Ao experimentar, você descobre novas camadas do enredo, entende melhor seus personagens e ganha liberdade para escrever com mais intensidade.

Lembre-se: o seu primeiro rascunho não precisa ser bom.

Ele só precisa existir.


Guarde as cenas que você imagina

Algo que eu sempre costumo fazer: antes mesmo de começar a planejar o enredo, eu crio cenas soltas.

Eu costumo planejar meus livros capítulo por capítulo — e no próximo post, irei compartilhar como faço isso, passo a passo —, mas até antes mesmo de inventar o nome da minha história, eu gosto de escrever cenas avulsas.

Às vezes, são apenas pequenos trechos, com poucas linhas e sem nenhum contexto definido. Mas são cenas que vem da minha imaginação, que me tocaram de alguma forma e , por isso, eu preciso guardar para não esquecer.

Como a minha imaginação é muito fluida, gosto de registrar tudo assim que a ideia surge. Penso na cena, escrevo o que imaginei e guardo em uma pasta (geralmente crio uma pasta com o nome do livro no meu Drive), e lá vou salvando documentos de texto com cada cena separada e renomeada.

Mesmo que as cenas aconteçam em momentos diferentes da história, ou que pareçam totalmente desconexas, eu sei que posso usá-las em algum momento. São cenas que nasceram de uma imersão profunda na minha imaginação e que me deram a satisfação de criar eimaginar o contexto.

Pode ser uma descrição de uma paisagem, um diálogo intenso entre personagens, ou até uma situação que me emocionei imaginando.

Quando a cena é boa na minha cabeça, eu desfruto dela como se estivesse assistindo a um filme ou lendo um livro. E é por isso que eu guardo essas cenas, porque não quero perder essa sensação.

Muitas vezes, também anoto cenas inspiradas em sonhos. Alguns dos meus sonhos já se transformaram em partes inteiras de livros. Como escrevo de forma um pouco lúdica e subjetiva, gosto de aproveitar essa ponte entre o inconsciente e a escrita. Então, assim que acordo e me lembro do sonho, anoto imediatamente, antes que ele desapareça da memória.

Por isso, deixo aqui uma dica: todas as vezes que você imaginar uma cena, mesmo sem pretensão de escrever uma história agora, guarde-a. Ela pode se tornar uma peça importante da sua futura narrativa. E o melhoré que quando esse momento chegar, você vai perceber que cada uma dessas pequenas ideias tinha um propósito esperando para se revelar.


Criatividade é treino, não mágica

Muitos escritores iniciantes acreditam que é preciso talento para escrever bem.

Sim, o talento é importante, mas a verdade é que, muitas vezes, a disciplina supera o talento.

Pessoas talentosas não nascem prontas. Elas se tornam talentosas porque são disciplinadas, porque praticam, erram, tentam de novo.

A combinação entre disciplina e talento é o que traz à luz os grandes projetos — é o que transforma uma boa ideia em algo real.

Quando não temos dons naturais, precisamos nos apoiar na disciplina, porque ela é fundamental. Criar uma rotina criativa livre de autocrítica, principalmente no início do processo, é essencial para que as ideias fluam. É preciso reduzir o perfeccionismo, manter o foco e acompanhar a própria produtividade, essas são as estratégias que fazem diferença a longo prazo.

A consistência constrói confiança, e é essa confiança que sustenta a liberdade criativa.


Provocar emoções é a alma da escrita criativa

Uma boa escrita é aquela que faz as pessoas sentirem emoções. Aprender a provocar emoções com palavras é uma habilidade essencial.

Use descrições específicas, explore os detalhes sensoriais e não tenha medo de falar verdades nas suas histórias, mesmo que sejam desconfortáveis. É isso que cria uma conexão genuína com o leitor.

Além disso, aprenda a criar tensão narrativa, a experimentar diferentes pontos de vista e a compreender o papel de cada cena, seja ela focada em personagem, ação ou diálogo.

Quando você entende a engrenagem da sua história, fica mais fácil manter o leitor engajado do início ao fim.


Não tente agradar a todos

Um dos maiores bloqueios criativos surge quando o escritor tenta escrever algo aceitável para todo mundo. Isso é impossível e desnecessário.

Escreva o que você acredita. Escreva o que te move.

A sua autenticidade é o que torna a sua obra memorável. Quando você tenta se moldar apenas ao que é comercial, corre o risco de apagar a essência da sua história.

Isso não significa que o mercado comercial seja ruim, ele é importante. Existem editores e preparadores justamente para lapidar o seu livro e torná-lo mais atrativo para o público. Mas isso não quer dizer que você precise se encaixar em um gênero que não gosta apenas porque ele está vendendo mais.

Se você escreve fantasia, e o mercado atual não está favorável ao gênero, não pare de escrever fantasia. Escreva o que você ama. Porque a paixão é o combustível da boa escrita.


Confie no seu processo

A escrita não é feita apenas de técnica, ela também nasce da sensibilidade. Confiar na sua intuição ao criar personagens, reviravoltas e emoções é parte essencial do processo criativo.

Outra dica poderosa: observe as pessoas como um escritor.

Repare nos gestos, nos silêncios, nas motivações. A inspiração está em todos os lugares, principalmente nas entrelinhas do cotidiano.


A escrita começa com uma decisão

Ideias não aparecem do nada, elas são provocadas. E você pode provocá-las todos os dias, simplesmente ao observar mais, testar mais e escrever mais.

Escrever é acreditar.

No fim das contas, escrever é um ato de fé. É preciso acreditar na escrita mesmo quando ela parece difícil.

É confiar que as ideias virão e que elas já estão dentro de você, apenas esperando o momento certo para serem lapidadas.


Um exemplo pessoal

Alguns dos meus livros estão “adormecidos” há muito tempo. E isso foi uma decisão consciente.

Há alguns anos, escolhi não publicá-los nem finalizá-los imediatamente, porque sabia que ainda não tinha o repertório necessário para construir aquelas histórias.

E tudo bem.

Essas obras pediam uma complexidade que, na época, a minha maturidade pessoal e literária ainda não era capaz de alcançar. E embora exista um toque de perfeccionismo nisso (algo comum entre escritores), percebi que respeitar o tempo da história é uma forma de amadurecimento.

Não significa que abandonei esses livros. Pelo contrário: eu os guardei com carinho, sabendo que um dia estaria pronta para escrevê-los.

E esse dia viria, porque eu estava me preparando: participando de eventos, lendo mais, estudando mais, vivendo mais.

Cada experiência estava me aproximando do momento certo.


Tenha calma com o seu processo

Todo escritor iniciante quer escrever o primeiro livro e isso é maravilhoso. Essa é uma meta importante e deve ser cumprida.

Mas é essencial lembrar: nem todas as histórias precisam nascer agora. Alguns livros pedem tempo, repertório e maturidade.

Comece pelo livro que você se sente preparado para escrever hoje. Existem gêneros e subgêneros mais simples, ideais para o início. Foque neles, construa sua confiança e aprenda com o processo.

A escrita é um caminho e cada história tem o seu momento de florescer.


Sobre o que você quer escrever

Antes de começar qualquer história, é essencial ter em mente o tema principal.

Sobre o que você quer escrever? O que você quer criar? E talvez o mais importante: para quem você quer escrever?

Definir o seu público é o primeiro passo: será que você quer escrever para crianças, jovens ou todas as faixas etárias? Cada público pede uma linguagem diferente.

A escrita voltada para crianças, por exemplo, precisa ser mais leve e lúdica, enquanto os jovens já estão acostumados com uma linguagem mais direta e dinâmica.

1. Escolha o gênero

Antes de tudo, decida em qual gênero literário você vai trabalhar. Terror, ficção científica, ficção adolescente, aventura, drama, fantasia, romance...

Escolha aquele que mais conversa com você — e que desperta a sua vontade de criar.

2. Descubra o que vale a pena ser contado

Pergunte-se:

  • Sobre o que, de fato, se trata a minha história?
  • Ela é inspirada em experiências pessoais?
  • Que tipo de narrativa quero trazer ao mundo?

Essas perguntas ajudam a encontrar o propósito da sua escrita.

Nos próximos posts, vou compartilhar um passo a passo mais detalhado para te ajudar a construir esse processo.

3. Escolha um subtema

Escolha um subtema relevante para usar como plano de fundo da sua história — isso tornará sua narrativa mais profunda e rica.

Criar uma história longa demanda tempo e disciplina. É preciso pensar no enredo, na personalidade dos personagens, nas descrições, nos diálogos e no fluxo temporal ao longo da trama.

4. Planeje o seu livro

Elaborar um roteiro inicial, com tópicos e subtópicos, é fundamental para manter a organização e a coerência da narrativa.

Use experiências próprias, observações do dia a dia e até pessoas reais como inspiração para criar personagens autênticos.

Escolha a sua rota e comece a escrever.

No próximo post, vou abordar sobre organização literária: como estruturar o seu livro e montar o planejamento ideal para manter o foco e o ritmo da escrita.

Então, fique comigo nessa jornada, porque o próximo post será imprescindível.

P.S.: Se você está realmente sério sobre sua escrita

Criamos algo especial para quem quer sair da intenção e chegar na execução. O Coffee Break Planner é um Notion pronto para usar, onde você organiza sua história inteira, desde a ficha do mundo até o desenvolvimento cena a cena. Planejador de metas em Kanban, calendário de escrita, brainstorm estruturado. Tudo que você precisa para transformar aquela ideia guardada na sua cabeça em um manuscrito. A diferença entre quem termina e quem abandona não é talento. É estrutura.

Com apenas um clique, você tem acesso a um espaço onde sua criatividade ganha forma. Onde disciplina não mata a inspiração.

Seus personagens merecem ser vividos. Sua história merece ser escrita.

→ Comece agora☕✍️

 

Escrever sempre foi um ato de coragem e de colocar para fora aquilo que muitas vezes fica preso: emoções, sentimentos, pensamentos e reflexões. A escrita funciona como uma válvula de escape e, ao mesmo tempo, como uma forma de se mostrar ao mundo por meio da arte, revelando o que temos dentro de nós. Em linhas textuais, podemos expressar críticas, análises, visões de mundo, sonhos e desejos.

A escrita está diretamente ligada à leitura. Um leitor atento geralmente se torna um escritor. Quanto mais se lê, mais se escreve, e mais se expõe o pensamento. Um leitor que se torna escritor aprende a desenvolver pensamento crítico e a transformar o mundo por meio de suas obras.

Escrever é também uma forma de afirmar nossos pensamentos e criar mundos imaginários que se correlacionam com o nosso próprio mundo. Essa arte serve para criticar, empoderar a figura do herói ou da heroína.

Em tempos como este, escrever significa liberdade. A escrita nos torna conscientes das nossas ideias.

Nestes posts, quero abordar a escrita de um romance. Romance é uma obra literária que apresenta uma narrativa em prosa, podendo ser longa, na qual o autor narra fatos reais ou imaginários, relatados por seus personagens, explorando seus conflitos, dificuldades e transformações ao longo da história.

O que é escrita criativa?

É uma forma de expressão que transforma sentimentos, ideias e reflexões em palavras vivas. Diferente da escrita técnica, acadêmica ou jornalística, a escrita criativa é a arte de usar palavras para expressar emoções, inventar mundos e dar vida a histórias únicas.

Ela não está presa a fórmulas rígidas. Pelo contrário, é um espaço onde a imaginação tem liberdade total. Seja em um conto de romance, uma crônica ou até mesmo em uma legenda bem escrita para o Instagram, a escrita criativa permite explorar personagens, sensações, atmosferas e conflitos, reais ou fictícios, com a sua própria voz.

É onde o texto deixa de apenas informar e passa a tocar o leitor. Mais do que escrever bonito, escrever criativamente é comunicar verdades humanas de maneira autêntica e envolvente. É criar conexões. É fazer com que o leitor sinta algo. E isso, por si só, já é uma forma de transformar o mundo.

“A escrita criativa é qualquer forma de escrita que vá além dos limites normativos da linguagem utilitária. É a escrita que existe para contar histórias, provocar emoções ou compartilhar ideias de forma imaginativa.”
— Creative Writing Studies: Practice, Research and Pedagogy, Harper & Kroll (2008)

Na escrita criativa, você pode:

  • Criar personagens e mundos inteiros;
  • Recriar memórias;
  • Elaborar conflitos;
  • Ou simplesmente organizar o caos interno em forma de texto.

Por que escrever?

Escrever é um ato de afirmação, de tornar o visível o invisível. É uma forma de expressar aquilo que muitas vezes não conseguimos dizer em voz alta. A escrita é uma ferramenta poderosa de autoconhecimento, transformação pessoal e, até mesmo, de liberdade social e política. Ela conecta o que sentimos com o que queremos compartilhar com o mundo. Cada texto que nasce de você é uma nova possibilidade de diálogo com o outro.

Escrever bem exige leitura. Se você deseja aprimorar sua escrita, precisa ler muito. E isso não significa se restringir apenas a clássicos ou livros de ficção. Leia tudo o que puder — romances, contos, jornais, livros de não ficção. Além de estimular a criatividade, a leitura permite compreender pessoas, conflitos sociais e universos diversos.

A leitura ativa expande o vocabulário, melhora a estrutura narrativa e inspira novas ideias. Escritores, iniciantes ou experientes, que cultivam o hábito da leitura, desenvolvem mais rapidamente o pensamento crítico e a capacidade de construir universos próprios.

Escrevendo um romance: por onde começar?

Um romance literário é uma das formas mais completas de narrativa em prosa. Pode ser curto ou longo, realista ou fantástico, mas um bom romance se apresenta por seus elementos essenciais:

  • Narrador com voz definida;
  • Conflitos envolventes;
  • Personagens consistentes e bem construídos;
  • Trama que evolui de forma coerente e consistente.

Você pode começar com uma ideia central, um tema que te move ou até mesmo uma cena isolada. O importante é não esperar pela inspiração perfeita, ela surge ao longo do caminho, quando você se compromete com a prática da escrita.

A escrita como forma de liberdade

Escrever é um exercício de liberdade. Quando você escreve, reivindica sua voz no mundo, especialmente em tempos tão ruidosos e acelerados. A escrita se torna um ato de pausa, presença e poder.
E sim: você pode escrever, mesmo que nunca tenha tentado antes. Não existe dom; existe prática, existe vontade de dizer algo, de explorar linguagens e, acima de tudo, de permitir-se errar no caminho.

Conclusão: Sua história merece ser contada

Cada pessoa tem uma história — e a sua merece existir no mundo. Escrever é um ato de generosidade, tanto com você quanto com quem vai ler.

É abrir o coração em forma de palavras para que outros possam se reconhecer nelas.

Se você quer dominar a arte de contar histórias, desenvolver sua voz autoral e entender as engrenagens por trás de uma boa narrativa, eu posso te guiar nesse processo.

Afinal, escrever é muito mais do que técnica:
é sobre presença, consciência e liberdade.

Conheçam o meu novo projeto: Café com Escritores

O Café com Escritores nasceu como um projeto para criar conexões entre escritores, oferecendo suporte àqueles que precisam construir repertório e desenvolver sua prática literária. Nem todo mundo sabe exatamente o que escrever, como estruturar uma história ou manter a disciplina necessária para concluir seus projetos.

O objetivo do Café com Escritores é tornar a escrita possível: não apenas ensinar hábitos e disciplina, mas também fortalecer o repertório por meio de conexões significativas, ajudando a adquirir a sabedoria da escrita.

Escrever é, acima de tudo, observar o mundo. E observar o mundo envolve silêncios, troca e atenção aos detalhes. Um escritor não é apenas alguém que leu muitos livros e, por isso, começou a escrever. Um escritor é um ser humano curioso, cujo principal objetivo é documentar suas observações, utilizando a licença poética para transformar essa percepção em arte.

O Café com Escritores quer, portanto, inspirar novos escritores, oferecendo o desafio de desenvolver a escrita com prática, repertório e conexão com outros criadores.

P.S.: Se você está realmente sério sobre sua escrita

Criamos algo especial para quem quer sair da intenção e chegar na execução. O Coffee Break Planner é um Notion pronto para usar, onde você organiza sua história inteira, desde a ficha do mundo até o desenvolvimento cena a cena. Planejador de metas em Kanban, calendário de escrita, brainstorm estruturado. Tudo que você precisa para transformar aquela ideia guardada na sua cabeça em um manuscrito. A diferença entre quem termina e quem abandona não é talento. É estrutura.

Com apenas um clique, você tem acesso a um espaço onde sua criatividade ganha forma. Onde disciplina não mata a inspiração.

Seus personagens merecem ser vividos. Sua história merece ser escrita.

→ Comece agora☕✍️

Você pode ter uma história inteira na cabeça. Personagens vivos, cenas prontas, diálogos acontecendo o tempo todo na sua mente. Mas existe uma diferença entre imaginar uma história e conseguir sustentá-la até o fim. E é exatamente nesse ponto que o planejamento do seu livro deixa de ser um detalhe e se torna estrutura.

Escrever um livro sem planejamento é como tentar construir uma casa sem alicerces. Pode funcionar por algum tempo, mas em algum momento a narrativa começa a perder força, direção e coerência.

Se você quer aprofundar mais na organização da sua história, eu já falei sobre isso em outros textos no meu Substack Café com Escritores. Inclusive, disponibilizei um planner gratuito aqui no blog para ajudar nesse processo de estruturação. Mas hoje eu quero trazer um direcionamento mais objetivo: os principais pontos que você precisa definir antes de começar a escrever de fato.

Porque, muitas vezes, decidir é mais importante do que começar.


Tema: o que sua história realmente quer dizer?

Toda história gira em torno de uma ideia central. Não se trata apenas do que acontece, mas do que aquilo significa.

Uma história sobre traição pode, na verdade, falar sobre abandono. Uma fantasia pode falar sobre identidade. Um romance pode falar sobre medo de intimidade.

Antes de começar, pergunte a si mesmo:
“O que essa história está tentando dizer?”

Quando você entende o núcleo temático da narrativa, tudo começa a fazer mais sentido, personagens, conflitos, diálogos e até o final da história.


Público-alvo: para quem você está escrevendo?

Isso influencia absolutamente tudo: linguagem, ritmo, profundidade emocional e construção narrativa.

Você não escreve apenas para si mesmo. Existe um leitor do outro lado. E quanto mais clareza você tiver sobre quem é esse leitor, mais conscientes serão suas escolhas.

Um romance juvenil exige uma condução diferente de um romance adulto. A forma como os conflitos são trabalhados muda. A forma como o narrador se posiciona também.

Definir isso cedo ajuda a encontrar a voz da sua narrativa.


Gênero literário:o que o leitor espera da sua história?

Todo gênero cria expectativas.

  • Mistério exige tensão e pistas.
  • Romance exige desenvolvimento emocional.
  • Fantasia exige coerência de mundo.
  • Ficção científica exige regras bem estabelecidas.

Conhecer o gênero não limita sua criatividade. Pelo contrário: te dá consciência sobre o que pode ser quebrado, reinventado ou aprofundado.

Por isso, leia autores do gênero que você quer escrever. Observe estrutura, ritmo, construção de conflito e linguagem. Escrita também é repertório.


Cenário: o espaço também conta a história

O cenário não existe apenas para ambientar. Ele interfere na narrativa o tempo inteiro.

Uma cidade pequena cria tensões diferentes de uma metrópole. Um ambiente claustrofóbico muda a forma como os personagens se relacionam. Uma época específica altera comportamentos, linguagem e conflitos.

E aqui entra algo essencial: pesquisa.

Se sua história se passa em um lugar ou período real, você precisa compreender aquele contexto. Como as pessoas viviam? O que era considerado normal naquela época? Como elas falavam, se vestiam, se relacionavam?

E se o mundo for fictício, a responsabilidade continua sendo sua. O leitor precisa acreditar na lógica daquele universo.


Tempo: quando sua história acontece?

Definir a época da narrativa muda completamente a estrutura da história.

Uma história ambientada em 1850 funciona de maneira muito diferente de uma história contemporânea. Os conflitos sociais são outros. As possibilidades narrativas também.

Se você escolhe escrever algo histórico, a pesquisa deixa de ser opcional. A coerência temporal sustenta a imersão do leitor.

Mas, ao mesmo tempo, isso torna a escrita ainda mais interessante. Porque escrever sobre uma época também é escrever sobre a forma como as pessoas viviam, sentiam e enxergavam o mundo naquele momento.


Narrador: A voz que sustenta a narrativa

Talvez uma das decisões mais importantes da história.

O narrador define a forma como o leitor acessa as informações. Define proximidade, interpretação e até o impacto emocional da narrativa.

  • Narrador-personagem: conta a história em primeira pessoa. O leitor vê apenas aquilo que ele vê.

  • Narrador-observador: narra em terceira pessoa e mantém distância dos personagens. É mais sutil, mais técnico e exige maior participação do leitor.
  • Narrador-onisciente: Conhece tudo, pensamentos, sentimentos, passado e futuro dos personagens.

Cada escolha cria uma experiência diferente.

E é justamente por isso que o narrador não deve ser escolhido apenas por preferência, mas pela necessidade da história.


Personagens: quem sustenta essa narrativa?

Os personagens não existem apenas para movimentar a trama. Eles são o centro emocional dela.

Antes de começar, entenda:
O que eles querem?
O que eles temem?
O que os move?
O que os destrói?

Personagens sem conflito interno dificilmente sustentam uma narrativa profunda.

Você não precisa saber absolutamente tudo sobre eles no começo. Mas precisa entender suas feridas, desejos e contradições.

O resto a história revela ao longo da escrita.


Escopo: o tamanho da história que você quer contar

Você está escrevendo um livro único? Uma série? Uma trilogia?

A extensão da história influencia ritmo, desenvolvimento e estrutura. Narrativas longas permitem aprofundamentos maiores. Narrativas curtas exigem mais precisão.

Essa definição ajuda até na organização dos conflitos e personagens. Porque algumas histórias pedem expansão. Outras funcionam justamente pela contenção.

Antes de escrever, você precisa pensar. Planejamento não é prisão criativa. É direção.

Quando você define esses pontos antes de começar, sua escrita ganha clareza, consistência e intenção.

Porque escrever um livro não é apenas esperar inspiração. É construir, decisão após decisão, uma narrativa que consiga se sustentar.

Então, antes de abrir o Word e começar o capítulo um, sente e pense.

Responda essas perguntas.
Organize sua base.
Entenda sua história.

E, quando começar a escrever, você terá muito mais firmeza para continuar.

P.S.: Se você está realmente sério sobre sua escrita

Criamos algo especial para quem quer sair da intenção e chegar na execução. O Coffee Break Planner é um Notion pronto para usar, onde você organiza sua história inteira, desde a ficha do mundo até o desenvolvimento cena a cena. Planejador de metas em Kanban, calendário de escrita, brainstorm estruturado. Tudo que você precisa para transformar aquela ideia guardada na sua cabeça em um manuscrito. A diferença entre quem termina e quem abandona não é talento. É estrutura.

Com apenas um clique, você tem acesso a um espaço onde sua criatividade ganha forma. Onde disciplina não mata a inspiração.

Seus personagens merecem ser vividos. Sua história merece ser escrita.

→ Comece agora☕✍️

 

Vocês já perceberam como as histórias mais inesquecíveis quase sempre são aquelas que nos deixam angustiados, ansiosos ou emocionalmente destruídos em algum momento?

Um bom conflito faz o leitor sofrer junto com os personagens. Criar teorias, sentir medo, frustração, ansiedade. Faz com que ele precise continuar lendo para descobrir o que vai acontecer.

E como escritores, precisamos levar isso a sério.

Já li histórias em que praticamente não existia conflito algum, ou em que ele era tão fraco e mal construído que nada parecia realmente importar. Nessas situações, a narrativa perde força muito rápido.
Porque o conflito é o que aproxima a ficção da experiência humana.

É isso que gera identificação.

E é justamente por isso que o conflito precisa ser construído com intenção.

Isso acontece porque existe uma coisa que sustenta praticamente toda narrativa: conflito.

Eu sempre falo sobre isso por aqui porque, sinceramente, acredito que o conflito é um dos elementos mais importantes de uma história, talvez o mais importante. É ele que cria tensão, movimento, expectativa e envolvimento emocional. É o que faz o leitor continuar virando páginas.

Problemas fazem parte da vida. Conflitos emocionais, perdas, medo, rejeição, insegurança, desejo, fracasso. Mesmo em histórias fantásticas, com dragões, magia ou universos fictícios, o que realmente conecta o leitor ao personagem são os conflitos humanos que existem ali dentro.

Talvez o leitor nunca tenha enfrentado uma guerra entre reinos, mas ele entende o que é perder alguém. Entende o que é se sentir rejeitado, insuficiente ou dividido entre duas escolhas difíceis.

Algumas formas de aumentar o conflito da sua história:

• Crie motivações que entram em choque

Faça o personagem precisar escolher entre dois desejos importantes. Quanto mais difícil for a escolha, maior será a tensão narrativa.

• Gere conflitos entre personagens

Eles podem discordar, competir, guardar ressentimentos ou entrar em conflito por decisões diferentes.

• Faça os personagens perderem algo importante

Perdas emocionais tornam a narrativa mais profunda e criam consequências reais.

• Coloque obstáculos entre o personagem e aquilo que ele deseja

Se tudo acontece facilmente, não existe tensão. O leitor precisa sentir que existe algo em risco.

• Permita que os personagens falhem

Fracasso também move narrativa. Personagens que erram parecem mais humanos e mais reais.

• Aumente as consequências

O personagem precisa sentir que perder tem um preço. Quanto maiores as consequências, maior o impacto emocional.

• Faça o personagem chegar perto do objetivo e depois afaste isso dele

Esse tipo de frustração cria expectativa e mantém o leitor emocionalmente envolvido.

• Use a Lei de Murphy ao seu favor

“Tudo o que pode dar errado, dará errado, no pior momento possível.”

E, sinceramente? Essa é uma das ferramentas mais interessantes para intensificar o clímax da história.
Quando o personagem acha que finalmente encontrou uma solução e tudo desmorona, a narrativa ganha força. O leitor sente o impacto. E é exatamente isso que mantém a história viva.

Conflito não existe apenas para fazer personagens sofrerem. Ele existe para transformar.

São os conflitos que revelam quem os personagens realmente são.
São eles que obrigam mudanças.
E que fazem a história acontecer.

Porque uma narrativa sem conflito dificilmente permanece na memória.

P.S.: Se você está realmente sério sobre sua escrita

Criamos algo especial para quem quer sair da intenção e chegar na execução. O Coffee Break Planner é um Notion pronto para usar, onde você organiza sua história inteira, desde a ficha do mundo até o desenvolvimento cena a cena. Planejador de metas em Kanban, calendário de escrita, brainstorm estruturado. Tudo que você precisa para transformar aquela ideia guardada na sua cabeça em um manuscrito. A diferença entre quem termina e quem abandona não é talento. É estrutura.

Com apenas um clique, você tem acesso a um espaço onde sua criatividade ganha forma. Onde disciplina não mata a inspiração.

Seus personagens merecem ser vividos. Sua história merece ser escrita.

→ Comece agora☕✍️


Desenvolvendo o plot principal da história com o método de cinco pontos

Tem uma coisa que não dá para escapar ao escrever: toda história precisa de um esqueleto. E esse esqueleto é o plot.

Plot não é sinônimo de trama, é a coluna vertebral e o caminho que seus personagens percorrem movidos pelos seus desejos e pelas consequências de suas escolhas. É a resposta para a pergunta que o leitor carrega a cada página: e agora, o que vai acontecer?

Um plot bem construído não é óbvio. Ele não revela tudo de uma vez. Ele respira junto com a história, se aprofunda conforme os personagens aprendem, falham, se reinventam.


Entendendo o plot

Você pode ter uma história inteira. Cenas incríveis, diálogos potentes, personagens complexos. Mas se não há um plot central conectando tudo isso com propósito, você tem fragmentos e não uma história.

Uma história pode carregar múltiplos plots. 

  • Subtramas que tecem seus próprios caminhos. 
  • Conflitos paralelos que dialogam entre si. 

Mas existe sempre um plot principal. Um fio condutor que une os personagens, que desencadeia os eventos decisivos, que mantém o leitor preso à narrativa porque precisa saber como isso vai terminar.

Esse plot central é a promessa silenciosa que você faz ao leitor no primeiro capítulo.


Os pilares invisíveis do plot

Quando você constrói um plot, está trabalhando com três elementos que sustentam tudo:

  • Conflito: A resistência. Aquilo que impede o personagem de simplesmente conseguir o que quer.
  • Motivação: O porquê. O desejo tão profundo que força o personagem a agir, a lutar, a se transformar.
  • Consequência: O preço. Nada é gratuito. Cada escolha move o dominó seguinte.

Esses três elementos não funcionam isolados. Eles dançam juntos. Um bom plot é quando você consegue fazer o leitor compreender que cada ação tinha de acontecer, que não havia outra saída.


O Método de Cinco Pontos: A Arquitetura Invisível

Existe uma estrutura clássica para contar histórias. Alguns chamam de Plot de Montanha-Russa. Outros, de Método de Cinco Pontos. É quase universal. E funciona porque respeita o ritmo natural de como absorvemos narrativas.

Toda história tem um movimento. Começa em um lugar, sobe, atinge um auge, desce e termina transformada. Entender essa curva é fundamental.

1. Exposição: O começo que promete tudo
A exposição é onde você respira junto com o leitor. É o momento de habituação.
Aqui você apresenta o mundo. O cenário não é apenas um pano de fundo, é um personagem que respira, que tem suas próprias regras, suas próprias pressões. Os personagens aparecem não como descrições planas, mas como pessoas que já carregam suas feridas, seus desejos, suas contradições.

E isso é importante, pois você revela o conflito antes de iniciar a ação. O leitor precisa entender qual é a tensão subjacente. Qual é o peso que os personagens carregam desde antes da história começar.

Pense na exposição como o começo de uma montanha-russa: você sente o mecanismo sendo ativado. Ouve o clique das correntes. Sabe que algo emocionante está para começar, mas ainda está seguro. Ainda está no chão.

A qualidade da exposição determina se o leitor vai embarcar genuinamente nessa jornada. Se ele vai acreditar que essas pessoas, nesse mundo, enfrentarão o que está por vir.

2. Ação crescente: Onde o suspense é construído página a página

A ação crescente é a seção mais longa de qualquer romance. É aqui que você escreve de verdade.

O personagem enfrenta o primeiro conflito real. Aquele momento em que recuar não é mais uma opção. E daí em diante, tudo muda. Cada escolha o lança mais fundo. Cada revelação levanta mais questões.
Essa é a fase onde você desenvolve seus personagens através da adversidade e de como eles reagem quando o chão some sob seus pés. Aqui as relações se aprofundam. Amizades são testadas. Alianças se formam. Traições são descobertas.

É nesta seção que o leitor se entrega completamente. Porque agora ele quer saber. Ele precisa saber.
A ação crescente é como subir a colina mais íngreme da montanha-russa. Você sente o mecanismo te puxando para cima. Sente a tensão aumentando. Cada metro te aproxima mais da queda que você sabe que virá.

Aqui você constrói o suspense cuidadosamente, através de consequências e escolhas que têm peso. De personagens que sofrem de verdade.

3. Clímax: O topo, o ponto de não retorno

Aqui tudo o que foi plantado na ação crescente germina simultaneamente. Tudo o que foi sugerido se manifesta. O personagem se vê cara a cara com o conflito que o define. E algo nele muda.

Este é o ponto alto. O topo da montanha. Aquele momento suspenso entre a queda e o repouso. O leitor está pairando, respirando fundo. A pergunta em seus olhos é sempre a mesma: e agora?

No clímax, não há mais volta. Qualquer decisão que o personagem tome aqui reverberará até o final. A história não pode mais ser a mesma. O personagem não pode mais ser o mesmo.

Aqui você colhe tudo aquilo que plantou e o leitor finalmente entende o padrão. Vê como as peças se encaixam. Compreende que isso tinha de acontecer assim.

4. Ação decrescente: A queda, onde tudo se resolve

Depois do clímax, vem a queda. 

É aqui que você amarra as pontas soltas. Onde os segredos são revelados, as perguntas que martelavam na mente do leitor finalmente recebem resposta e onde o ritmo é acelerado porque agora não há mais suspense, apenas a necessidade de ver como tudo termina.

Esta seção é tão importante quanto qualquer outra. Porque aqui você evita o anticlímax e honra tudo que veio antes. Você mostra as consequências reais das escolhas que foram feitas.

A ação decrescente é a queda da montanha-russa. Aquela sensação de liberdade e velocidade. Você já sabe que chegará ao fim. Só quer chegar inteiro.

5. Resolução: O fim que marca

A resolução não é apenas o final, mas a marca que a história deixa. 

Aqui o mundo retorna ao normal, ou não. Aqui você mostra como a vida dos personagens mudou. Se eles conseguiram o que desejavam ou se aprenderam a viver com a perda. Se um novo conflito desponta no horizonte, prometendo uma próxima história.

A resolução responde àquele contrato silencioso que você fez com o leitor no primeiro capítulo. Ele embarcou na jornada e agora você precisa entregá-lo do outro lado transformado.

Pense na resolução como o final da montanha-russa: você para, o mecanismo desacelera. Você desce com as pernas tremendo, o coração ainda acelerado, sabendo que algo em você mudou.


O planejamento como bússola, não como prisão

Você não precisa descrever tudo antes de começar. Alguns dos melhores momentos da sua história só aparecem quando você está dentro dela, vivendo com seus personagens, descobrindo o que eles realmente são capazes de fazer. O planejamento não é uma camisa de força, mas uma bússola.

Use o Método de Cinco Pontos para ter uma ideia clara do que acontecerá no início, no meio e no final. Saiba onde sua história sobe, onde toca o céu e onde cai. Mas deixe espaço para surpresas. Deixe que seus personagens respirem e que te mostrem caminhos que você não havia previsto.


Antes de começar a escrever, saiba aonde quer chegar

Estrutura não é o oposto da criatividade. É o que permite que a criatividade respire com propósito.

Quando você entende os cinco pontos da sua história, você escreve com mais clareza e mais intencionalidade. Porque cada cena existe por uma razão. 

Então antes de escrever, faça esse mapa mental. Responda a essas perguntas:
Como começa? O que promete esta história?
Como ela sobe? Qual é a tensão crescente?
Qual é o pico? Onde tudo muda?
Como ela cai? Quais são as consequências?
Como ela termina? Qual é a marca que deixa?

Não precisa ser perfeito, mas quando você sabe onde quer chegar, o caminho se revela mais claro. E então você escreve com estrutura e propósito. Com a confiança de quem conhece o terreno.

Vamos construir histórias que respirem, que se movam com intencionalidade, que deixem marcas. ✍️✨

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Elementos dramáticos que podem ser aplicados no enredo

Elementos para construir um enredo empolgante

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Dicas para desenvolver o clímax da sua história

As 3 etapas da jornada do herói

Como expandir o universo da fantasia

Como construir o plot principal da história

Construção do plot e algumas dicas para engajar o leitor

Organizando o clímax da história

Como aumentar o conflito da sua história

Os 12 estágios da Jornada do Herói

Desenvolvendo Plot Twists na narrativa


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Sou escritora, formada em Licenciatura em Letras e tenho me aprofundado em Sociologia e Filosofia. Atualmente, atuo na área de Marketing, explorando estratégias, comunicação e comportamento humano. Minha trajetória é guiada pela busca constante por conhecimento, reflexão crítica e conexão entre ideias, pessoas e contextos sociais.


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